O inversor solar é o cérebro do sistema fotovoltaico. Ele converte a corrente contínua (CC) gerada pelos painéis solares em corrente alternada (CA), que alimenta a casa e é injetada na rede elétrica. Além de converter energia, o inversor solar monitora a geração, protege o sistema e otimiza a produção em tempo real. Escolher o inversor certo é tão importante quanto escolher um bom painel — é dele que dependem a eficiência, a segurança e a vida útil de toda a instalação.
Os painéis solares geram energia em corrente contínua, mas os aparelhos e a rede elétrica funcionam em corrente alternada. O inversor solar faz essa conversão com altíssima eficiência (geralmente acima de 97%). Ao mesmo tempo, ele executa o rastreamento do ponto de máxima potência (MPPT), ajustando tensão e corrente para extrair o máximo dos módulos a cada instante, mesmo com variação de sol e temperatura. Inversores modernos ainda oferecem monitoramento via aplicativo, proteções contra sobretensão e desligamento automático em caso de falha na rede.
A escolha do tipo de inversor depende do objetivo do sistema:
No inversor string, vários painéis são ligados em série a um único inversor — é a solução mais econômica para telhados sem sombra e com boa orientação. Já o microinversor trabalha painel a painel, ideal quando há sombreamento parcial, telhados com várias águas ou necessidade de máxima segurança. O otimizador de potência é um meio-termo: mantém um inversor central, mas adiciona um módulo eletrônico em cada painel para reduzir perdas por sombreamento e permitir monitoramento individual.
A potência do inversor (em kW) deve ser compatível com a potência total dos painéis. Um bom projeto trabalha com uma relação CC/CA — o oversizing — que costuma ficar entre 1,1 e 1,5, ou seja, é normal ter um pouco mais de potência em painéis do que a nominal do inversor, aproveitando melhor o equipamento. Avalie também:
O inversor precisa estar alinhado com os painéis solares escolhidos e, em sistemas com armazenamento, com a bateria solar. Para entender o componente que extrai o máximo dos módulos, veja também o controlador de carga em sistemas off-grid.
| Tipo | Tem bateria? | Indicado para |
|---|---|---|
| On-grid | Não | Casas e empresas conectadas à rede |
| Híbrido | Sim (opcional) | Quem quer backup e economia em horário de ponta |
| Off-grid | Sim (obrigatória) | Locais sem rede elétrica |
| Microinversor | Não | Telhados com sombra ou várias orientações |
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Um inversor solar dura, em média, de 10 a 15 anos — menos que os painéis, que passam de 25 anos. Por isso, planeje a possível troca do inversor no meio da vida do sistema.
MPPT (rastreamento do ponto de máxima potência) é o recurso que ajusta tensão e corrente em tempo real para extrair o máximo de energia dos painéis a cada instante, mesmo com variação de sol e temperatura.
Sim, desde que o inversor tenha folga de potência e MPPTs disponíveis. Microinversores facilitam a expansão, pois cada painel adicional pode receber o seu.
Não. Por segurança, o inversor on-grid desliga quando falta energia na rede. Para ter backup durante quedas, é preciso um inversor híbrido ou off-grid com baterias.