Carregadores para carros elétricos
Wallbox residencial, pontos comerciais, estações rápidas DC e acessórios — com a ficha técnica que importa na hora de escolher: potência, fases, conector, proteção e conectividade. Compare, calcule o tempo de recarga e veja quem vende.
Potência
Rede
Recursos
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Calculadora de tempo de recarga
Informe a bateria do carro e a potência do carregador. O tempo considera a potência aceita pelo carregador de bordo (em AC) e as perdas típicas de conversão.
- energia reposta—
- potência efetiva—
- autonomia reposta—
- km por hora de carga—
Guia rápido: como escolher e instalar
O que um integrador solar precisa saber para vender e instalar carregadores — a mesma instalação, o mesmo cliente, um novo produto.
Modo 2, 3 ou 4
Modo 2 é o portátil com a caixa no cabo: emergência e viagem. Modo 3 é o wallbox fixo em AC — o produto do dia a dia, residencial e comercial. Modo 4 é DC rápido (CCS2): postos, rodovias e frotas.
A norma de instalação é a ABNT NBR 17019; os conectores seguem a IEC 62196 (Tipo 2 em AC, CCS2 em DC).
Mono ou trifásico
Casa monofásica/bifásica 220 V: wallbox de 7,4 kW (32 A). Trifásica 380 V: 11 kW (16 A) ou 22 kW (32 A) — mas só rende se o carro aceitar carga AC trifásica; a maioria dos elétricos vendidos no Brasil limita a 7,4 kW em AC.
Antes de vender 22 kW, confira o carregador de bordo do carro do cliente.
Proteção no quadro
Circuito exclusivo, disjuntor de 32 A (7,4 kW) ou 40 A (22 kW trifásico), cabo de 6 mm² até ~25 m (10 mm² acima disso), DR tipo A com detecção de fuga CC 6 mA — ou tipo B se o carregador não tiver a detecção embutida — e DPS.
Aterramento é obrigatório: o carregador recusa carregar sem terra.
Recarga com solar
Um carro elétrico roda ~15.000 km/ano com 2.400 kWh — o que um sistema de 2 kWp gera. Some ao dimensionamento do cliente e o carro anda "de graça".
Carregadores com modo solar (Wallbox Eco-Smart, Growatt THOR, ABB com medidor) usam só o excedente do inversor, sem exportar.
Inmetro e garantia
A certificação compulsória (Portaria Inmetro nº 210/2023) cobre os carregadores AC vendidos no Brasil. Modelo certificado é o que garante proteção contra choque e compatibilidade.
Garantia típica: 2 anos. WEG, Intelbras e ABB têm assistência no país.
Condomínio e frota
Vários pontos no mesmo quadro pedem balanceamento dinâmico (DLM): os carregadores dividem a corrente disponível e ninguém desarma. OCPP 1.6J é o protocolo que permite cobrar por kWh numa plataforma e controlar acesso por RFID.
| Carregador | Potência | km por hora* | 0→100% (60 kWh) | Uso |
|---|---|---|---|---|
| Tomada comum 10 A | 2,2 kW | ~12 km | ~30 h | emergência |
| Portátil industrial 16 A | 3,7 kW | ~20 km | ~18 h | viagem |
| Wallbox monofásico 32 A | 7,4 kW | ~40 km | ~9 h | residencial |
| Wallbox trifásico 16 A | 11 kW | ~60 km | ~6 h | residencial / comercial |
| Wallbox trifásico 32 A | 22 kW | ~120 km | ~3 h | comercial / frota |
| Estação DC | 60 kW | ~330 km | ~1 h 10 | posto / rodovia |
| Estação DC ultrarrápida | 150 kW | ~800 km | ~35 min | corredor rodoviário |
* consumo de 16 kWh/100 km e carro que aceite a potência; em AC o limite é o carregador de bordo do carro (7,4 kW na maioria).
Perguntas frequentes
Qual carregador eu preciso para carregar em casa?
Para a maioria das casas, um wallbox Modo 3 de 7,4 kW (monofásico 32 A) é o ideal: repõe cerca de 40 km de autonomia por hora e enche um carro de 60 kWh durante a noite. Se a casa é trifásica e o carro aceita carga AC trifásica (11 ou 22 kW), um trifásico reduz o tempo para 3–6 horas.
Posso carregar o carro na tomada comum?
Dá, mas é o pior cenário: o carregador portátil Modo 2 em tomada de 10 A entrega 2,2 kW (uns 12 km por hora) e exige um circuito exclusivo, bem instalado, porque a tomada fica horas em carga plena. Para uso diário, o wallbox é mais rápido, mais seguro e não sobrecarrega a instalação.
O que muda entre Modo 2, Modo 3 e Modo 4?
Modo 2 é o carregador portátil com a caixa de controle no cabo (tomada comum ou industrial). Modo 3 é o wallbox fixo em corrente alternada, com comunicação com o carro — o padrão residencial e comercial. Modo 4 é a recarga rápida em corrente contínua (CCS2), em que o carregador conversa direto com a bateria e entrega de 30 a 350 kW.
O que preciso na instalação elétrica?
Circuito exclusivo desde o quadro, disjuntor dimensionado para a corrente do carregador (32 A para 7,4 kW), cabo de seção adequada à distância, DR (dispositivo diferencial) tipo A com detecção de fuga CC de 6 mA — ou tipo B, se o carregador não tiver a detecção embutida — e DPS. A norma de referência no Brasil é a ABNT NBR 17019 (instalações para recarga de veículos elétricos), junto da NBR 5410.
Dá para carregar o carro com energia solar?
Sim. Um sistema fotovoltaico de 4 a 5 kWp cobre cerca de 15.000 km por ano de um carro elétrico. Carregadores com modo solar (Wallbox Eco-Smart, Growatt THOR, ABB com medidor) ajustam a corrente para usar só o excedente do inversor, sem puxar da rede. Carregar de dia, quando o sistema gera, é o cenário de menor custo por km.
Carregador precisa de Inmetro?
Sim. A certificação compulsória do Inmetro para carregadores de veículos elétricos (Portaria nº 210/2023) vale para os equipamentos de recarga em corrente alternada vendidos no Brasil, com prazos de adequação escalonados. Prefira sempre modelos certificados — é o que garante a proteção contra choque e a compatibilidade com o carro.
Vende carregadores? Coloque no seu catálogo.
Distribuidoras cadastradas anunciam os modelos com preço e estoque e recebem as cotações dos integradores — o mesmo fluxo dos kits solares.